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Desde tempos imemoriais, certamente pré-cristãos, os Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo
têm actuado anualmente na festa local de celebrações das colheitas, num Domingo festivo
de Setembro há muitos séculos dedicado a Santa Bárbara, como protectora contra trovoadas,
coriscos e outras intempéries que destroem o fruto de penosas fainas agrícolas.
O cerimonial daquele dia festivo de Setembro corresponde a um ritual e a um simbolismo
deveras curioso, desde o romper da aurora, com o toque da "alvorada", com gaita de fole e o
acompanhamento da antiga praxe. Mas os novos tempos vieram perturbar. A partir dos anos 40,
a manutenção desta incalculável riqueza de carater folclórico e vivência popular. Fui assim que,
depois de 20 anos de esmorecimento e interrupção, esta preciosa tradição dos Pauliteiros foi
reactivada em 1961, posteriormente assumida e valorizada pela Associação Cultural De Palaçoulo, a
par de outras expressões da cultura popular local, como língua autónoma, integrada na grande família
românica. A partir de então os Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo têm abrilhantado garbosamente a
sua festa anual, dedicada a Santa Bárbara, bem como têm sido portadores da mesma mensagem do seu
Folclore até muitas localidades do País, assim com, algumas vezes também até ao estrangeiro.
São danças masculinas, viris, de origem predominantemente guerreira, em Mirandês dominadas "lhaços" mas,
que também constituem celebrações plenas de bucolismo agro-pastoril, de carácter familiar , lendário e outros.
Remontam às antiquíssimas danças das espadas, de origem indo-europeia, trazidas pelos Celtas para este especial
rincão Mirandês, onde se conservaram até ao presente, a par de outras especificidade que o caracterizam
como diferente e único .
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